domingo, 8 de junho de 2014

Uma Carta de Amor (Nicholas Sparks)


·   "Eu existo para amá-la, para tê-la em meus braços, para protegê-la. Existo para aprender com você e para receber o seu amor em troca. Estou aqui porque não há outro lugar para estar." - 22
·    "Para a mulher mais bela que eu conheço: agora que estou só novamente, nada é como era antes. O céu é mais cinzento, o oceano é mais hostil. Você quer deixar tudo bem outra vez? A única maneira é me ver de novo." - 164
·      "...O amor verdadeiro é raro, e é a única coisa que dá sentido genuíno à vida." - 210

·      "Errei, errei muito, ao ignorar o que era óbvio, e lhe peço perdão. Como um viajante cauteloso, tentei me proteger da ventania e em vez disso perdi minha alma. Fui um tolo em ignorar meu destino - mas até mesmo os tolos têm sentimentos, e acabei tomando consciência de que você é a coisa mais importante que tenho neste mundo." - 270

A Bela História do Pequeno Príncipe (Antoine de Saint-Exupéry)


·      "... é na vivência do deserto - as dunas, as nuves, o gelo ou as edificações - que se pode sentir a efetiva presença de si mesmo e dos seus no mundo." - 12
·      "Você é um verdadeiro mago da beleza e sabe fazer tanto bem aos outros... Vai lhes ensinar a amar a vida, apesar da grande dificuldade que tem em circular em meio à humanidade, que é uma verdadeira massa a ser modelada, e você gostaria que ela fosse mais pura, mais segura. (...) Aceito de bom grado a sua luta, no deserto, nos seus aviões,  coisa que nem sempre foi fácil, não é mesmo, meu amor, meu menino querido? Está vendo? O céu nos ama. Acho que você e eu somos um casal especial: filhos protegidos por Deus. Nem mesmo o mal causado pelo nosso temperamento louco e ardente nos matou. Então, meu querido, pense em tudo que tem a fazer, e quantas alegrias haverá para sua rosa, a sua rosa vaidosa, que dirá consigo mesma: 'Sou a rosa do rei, sou diferente de todas as outras, porque ele cuida de mim, me faz viver e me respira...' E vou lhe contar sobre as noites perigosas, as noites de esperança aguardando o meu rei... E vou renascer, e perfumarei tudo que está ao meu redor, para que fiquem sabendo que sou a verdadeira rosa sagrada, a linda rosa. Sua rosa..." - 32
·      "Pois o mais valente, num momento de cansaço, pode buscar o auxílio de um ombro onde apoiar a cabeça." - 37
·      "Com um sorriso, Saint-Exupéry se apoderou dos seres e dos locais. Estabelecia, com uns e com outros, relações súbitas e inesperadas, pois não possuia apenas o poder de encantar as crianças, mas também o de persuadir os adultos de que eles eram tão verdadeiros quantos os personagens dos contos de fadas. Saint-Exupéry nunca expulsou de si a infância. Os adultos só conhecem os seus semelhantes por meio de pedacinhos e fragmentos desconjuntados, mal-iluminados por uma luz duvidosa. A criança, porém, os vê sob uma luz absoluta. Para ela, todos têm a mesma evidência do Ogro ou da Bela Adormecida. Ela vive num universo de certeza. Saint-Exupéry possuía a arte de devolver aos homens essa certeza. Graças a ele, naquela noite, cada um conhecia a si mesmo, como se fosse o pequeno polegar." - 44
·      "Os adultos são incapazes de entender as coisas sozinhos, e é cansativo ter que ficar lhes explicando tudo, o tempo todo." - 84
·      "- Se alguém ama uma flor, de que só existe um exemplar, em milhões e milhões de estrelas, isso basta para fazê-lo feliz quando ele as contempla. Ele se diz: "Minha flor está em algum lugar..." Mas se o carneiro come a flor, é como se, para ele, todas as estrelas se extinguissem de repente! E isso não teria importância?" - 104
·      "- Não fui capaz de compreender coisa alguma. Deveria tê-la julgado por seus atos e não por suas palavras. Ele me perfumava e me alegrava. Não poderia nunca tê-la abandonado. Deveria ter percebido a ternura que havia por trás de suas tolas espertezas. As flores são tão contraditórias! Mas eu era ainda muito jovem para saber amá-la." - 107
·      "É preciso exigir, de cada um, apenas o que cada um pode dar - replicou o rei. - A autoridade se baseia, antes de tudo, na razão. Se ordenar a seu povo que se lance ao mar, ele se revoltará. Só tenho o direito de exigir obediência se minhas ordens forem razoáveis." - 114
·      "... É muito mais difícil julgar a si mesmo do que julgar os outros. Se você conseguir julgar a si mesmo, mostrará que é de fato um verdadeiro sábio." - 115
·      "- Às vezes penso que, se as estrelas brilham, é para que cada um possa um dia encontrar a sua..." - 134
·      "- Para mim, você é um menino igualzinho a cem mil outros meninos. E eu não preciso de você. E você tampouco precisa de mim. Não sou para você mais que uma raposa, igual a cem mil outras raposas. Mas, se você me cativar, passamos a ter necessidade um do outro. Você será para mim único no mundo e eu serei única no mundo para você..." - 142
·      "- Eis o meu segredo. É muito simples: a gente só vê bem quando vê com o coração. O essencial é invisível aos olhos." - 148
·      "Tornar-se único é, portanto, criar diferenças e distinguir coisas e seres da quantidade, do anonimato e dos 'números'. O indivíduo assinala, assim, o tempo da sua marca, dá relevo ao tempo vivido e atribui a si mesmo uma existência verdadeira. O aprendizado da amizade é uma espécie de coreografia que implica lentidão." - 181
·      "Para o autor do Pequeno Príncipe, o que conta na nossa existência é justamente se deixar guiar por essa parte inoxidável de nós mesmos, como uma joia preciosa dentro de um estojo que, em meio à agitação do mundo, fica dela protegida." - 192
·      "Ora, o que é a 'nobreza' senão a denominação daquilo que dura, que se conserva de geração em geração, independentemente da fraqueza de uns ou do heroísmo de outros? O que é a 'nobreza' senão, justamente, o fardo de um dever que vem de longe e que continua a existir, através de nós, depois de nós?" - 194
·      "O que é uma civilização... senão a preocupação em 'conservar uma única coisa por muito tempo'? O que é o espírito, senão essa preocupação em preservar, em manter os nossos vínculos? Senão essa fidelidade às tradições cuja substância tem menos importância que a obstinação em mantê-las? A menos que a sua substância, como a das civilizações, seja precisamente essa perseverança. As coisas, pouco importa se boas ou ruins, são decerto perecíveis, e as nossas forças não bastam para impedir a sua destruição. Mas a nossa fidelidade nos pertence..." - 195
·   "O Pequeno príncipe é Saint-Exupéry - a criança que ele foi e que continuou sendo a despeito dos adultos; é o filho que poderia ter tido e que sem dúvida  desejou; o jovem amigo que se deixa cativar e desaparece. É a sua infância  e a infância do mundo, provisões de doçura, encontradas e recuperadas no tão amado deserto." - 212

·  "Nenhum de nós vive exatamente no mesmo planeta. O mundo se desvela na experiência afetiva, e não estamos nele do mesmo modo quando vivenciamos a angústia ou a alegria, por exemplo. O nosso planeta é por certo esse local concreto chamado Terra, mas é muito mais aquele único planeta onde sempre habitamos, que fica na nossa imaginação e no nosso coração, povoado por todos aqueles que amamos, aqueles cujo rosto pode ter se apagado, mas cujo sorriso e cujas palavras permanecem. O planeta que importa é o que trazemos  em nós, o lugar onde descobrimos a beleza, o universal, a fragilidade e a força da vida, a tristeza, o desencanto, a insensatez, a alegria, o amor, a vida do sentido se construindo numa aproximação permanente..." - 215

Qual é a Graça? (Maria Lúcia de Arruda Aranha)


·      "... o cômico nos ensina a aceitar o mundo de um jeito menos angustiante e dolorido e, portanto, mais leve. Rindo, aprendemos a enfrentar temores, dificuldades e a suportar o sofrimento!..." - 23

A Praça é do Povo (Maria Lúcia de Arruda Aranha)


·      "Político não é apenas o deputado ou o senador, mas qualquer cidadão que participe da comunidade, de associações, sindicatos, organizações. Político é você, envolvido com os problemas de sua escola, do seu bairro, da sua cidade, do seu país." - 33
·      "- O que vocês estão querendo saber, na verdade, é sobre os limites entre o privado e o público, entre a casa e a rua. Vocês tem razão em se preocupar quando a política entra demais na vida pessoal. Mas também é perigoso quando a política entra de menos. Porque, enquanto permanecemos indiferentes a ela, outros podem estar fazendo política com vistas nos seus próprios interesses e, portanto, nos prejudicando." - 37

·   "- Pertencemos a uma coletividade, por isso vivemos situações que envolvem o interesse comum e não apenas nossos problemas pessoais. Precisamos saber o que acontece no comércio, na saúde, na educação etc. Só assim podemos escolher bem os representantes, acompanhar o que estão fazendo e exigir que cumpram suas promessas. E não é só isso. Às vezes nós mesmos temos de pôr a mão na massa." - 38

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Ponto de Impacto (Dan Brown)


·      "- As linhas de batalha nem sempre estão onde parecem estar." - 79
·      "- Algumas vezes, para desmanchar uma trama, basta encontrar uma ponta pela qual puxar a linha..." - 262
·      "- Algumas vezes... as circunstâncias exigem decisões impossíveis." - 404

O Oceano no Fim do Caminho (Neil Gaiman)


·      "- Ninguém realmente se parece por fora com o que é de fato por dentro. Nem você. Nem eu. As pessoas são muito mais complicadas do que isso. É assim com todo mundo." - 129
·      "Quando se tem algo específico e visível a temer, em vez de algo que não se sabe o que é, tudo fica mais fácil." - 158

Cidades de Papel (John Green)


·      "Na minha opinião, todo mundo tem seu milagre. Por exemplo, muito provavelmente eu nunca vou ser atingido por um raio, nem ganhar um Prêmio Nobel, nem virar ditador de uma pequena ilha no Pacífico, nem ter um câncer terminal de ouvido, nem sofrer combustão espontânea. Mas, se você levar em conta todos os eventos improváveis, é possível que pelo menos um deles vá acontecer a cada um de nós. Eu poderia ter presenciado uma chuva de sapos. Poderia ter pisado em Marte. Poderia ter sido engolido por uma baleia. Poderia ter me casado com a rainha da Inglaterra ou sobrevivido meses à deriva no mar. Mas meu milagre foi diferente. Meu milagre foi o seguinte: de todas as casas em todos os condados em toda a Flórida, eu era vizinho de Margo Roth Spiegelman." - 11
·      "... antes de fazer sentido, as coisas precisam ser ouvidas." - 225
·      "- Quanto mais eu trabalho, mais percebo que os seres humanos carecem de bons espelhos. É muito difícil para qualquer um mostrar a nós como somos de fato, e é muito difícil para nós mostrarmos aos outros o que sentimos." - 227
·      "... você ouvia as pessoas para enxergá-las, e ouvia todas as coisas horríveis e todas as coisas maravilhosas que elas faziam consigo e com os outros, mas, no final das contas, ouvir faz com que se exponha muito mais do que as pessoas a quem se estava tentando escutar." - 246
·      "É muito difícil ir embora - até você ir embora de fato e então ir embora se torna simplesmente a coisa mais fácil do mundo." - 262
·      "... ir embora é uma sensação boa e pura apenas quando você abandona uma coisa importante, algo que tinha um significado. Arrancando a vida pela raiz. Mas só se pode fazer isso quando sua vida já criou raízes." - 267
·      "Que coisa mais traiçoeira é acreditar que uma pessoa é mais do que uma pessoa." - 337
·      "Porque é o máximo ser uma ideia que agrada a todos. Mas eu nunca poderia ser aquela ideia para mim, não totalmente. E Agloe é um lugar onde uma criação de papel se tornou real. Um ponto no mapa que se tornou de verdade, mais do que as pessoas que o criaram jamais poderiam imaginar. Pensei que talvez a garota de papel também pudesse se tornar uma garota de verdade aqui. E parecia um jeito de dizer àquela garota que se preocupava com popularidade e roupas e tudo o mais: Você vai para as cidades de papel. E nunca mais vai voltar." - 349
·      "- Quando pensava na morte dele, o que, diga-se de passagem, não aconteceu tantas vezes assim, eu sempre pensava da forma que você tinha descrito, como se os fios dentro dele tivessem se arrebentado. Mas existem milhares de maneiras de se pensar a situação: talvez os fios se arrebentem, talvez o navio naufrague ou talvez nós sejamos relva, nossa raízes tão interdependentes que ninguém estará morto enquanto houver alguém vivo. O que quero dizer é que as metáforas não são poucas. Mas você precisa ser cuidadoso ao escolher sua metáfora, porque ela faz diferença. Se escolher os fios, significa que está imaginando um mundo no qual você pode se arrebentar de forma irreparável. Se escolher a relva, então quer dizer que todos somos interligados e que usamos esse sistema radicular não apenas para compreendermos uns aos outros, mas também para se tornarmos o outro. As metáforas têm consequências... - Gosto dos fios. Sempre gostei. Porque é exatamente assim que eu me sinto. No entanto, acho que eles fazem a dor parecer mais fatal do que realmente é. Não somos tão frágeis quanto os fios nos fariam acreditar. E gosto da relva também. Foi ela que me trouxe até você, que me ajudou a imaginá-lo como uma pessoa de verdade. Mas não somos brotos diferentes da mesma planta. Eu não consigo ser você. Você não consegue ser eu. Por mais que você imagine o outro, nunca imaginará com perfeição." - 357
·      "Talvez seja mais como você falou antes, rachaduras em todos nós. Como se cada um tivesse começado como um navio inteiramente à prova d'água. Mas as coisas vão acontecendo... as pessoas se vão, ou deixam de nos amar, ou não nos entendem, ou nós não as entendemos... e nós perdemos, erramos, magoamos uns aos outros. E o navio começa a rachar em determinados lugares. E então, quando o navio racha, o final é inevitável. Quando começa a chover dentro do Osprey, ele nunca vai voltar a ser o que era. Mas ainda há um tempo entre o momento em que as rachaduras começam a se abrir e o momento em que nós nos rompemos por completo. E é nesse intervalo que conseguimos enxergar uns aos outros, porque vemos além de nós mesmos, através de nossas rachaduras, e vemos dentro dos outros através das rachaduras deles. Quando foi que nos olhamos cara a cara? Não até que você tivesse visto através de minha rachaduras, e eu, das suas. Antes disso, estávamos apenas observando a ideia que fazíamos um do outro, tipo olhando para sua persiana sem nunca enxergar o quarto lá dentro. Mas, uma vez que o navio se racha, a luz consegue entrar. E a luz consegue sair." - 357 e 358