quinta-feira, 2 de fevereiro de 2023

Resenha | Carrie Soto está de volta (Taylor Jenkins Reid)

 Por Marina Lamim

Quando a Taylor Jenkins Reid lançou o seu arrasa quarteirões Daisy Jones & The Six, muitos se perguntaram se ela era uma estrela em ascensão ou autora de um único sucesso. Tais questionamentos logo foram respondidos com o maravilhoso Os sete maridos de Evelyn Hugo e assim, a Reid colocou em definitivo seu nome do hall dos grandes escritores.

Demonstrando, mais uma vez, sua versatilidade como escritora, agora ela chega com o Carrie Soto está de volta, em mais uma parceria com a editora Paralela, Selo da Companhia das Letras.

 

Carrie Soto foi uma tenista profissional com recordes invejáveis, chegando a ficar na 1ª posição do ranking mundial por semanas. Mas agora, aposentada, ela está diante de outra jogadora capaz de alcançar seu nível a ponto de desbancá-la. Essa realidade mexe tanto com ela (e principalmente com o seu ego) que decide, aos 37 anos,  retornar às quadras.


Carrie, órfã de mãe desde cedo, é filha de Javier Soto, um famoso tenista argentino que, por conta de lesões no joelho, se viu obrigado a parar de jogar. Obstinado a fazer de sua filha a melhor tenista do mundo, Javier passa a treiná-la desde criança.

 

Como resultado, a vida toda de Carrie foi focada no esporte e, com o apoio do pai, virou também o seu objetivo de vida: Ser a número um do mundo. Mas, do que ela teria que abrir mão pra realizar esse sonho? E no final, será que todo o caminho realmente valeu a pena?

 

"Você diz que dedicou sua vida ao tênis, mas voltou da aposentadoria para ganhar, não para jogar. Foi por isso que ficou todo mundo puto com a sua volta. Você não tem coração".

 De todos os livros que eu li da Taylor, esse sem dúvidas passou longe de ser meu preferido. A escrita, como sempre, impecável, mas a arrogância da personagem principal, a meu ver sem necessidade, me fez me afastou do prazer da leitura. A narrativa, por vezes, achei lenta e repetitiva, com muitas descrições técnicas sobre o esporte em si, o tênis – o que por um lado é bom, pois eu tinha conhecimento zero sobre, mas chegou uma hora que ficou cansativo.

 

Enfim, demorei a engatar na história, mas o final foi bom, o que se mostrou ser acertada a insistência em lê-lo até o fim.


Resenha | Heartstopper - Volumes 1 ao 4 (Alice Oseman)

 Por Marina Lamim

O que faz de uma obra um best-seller?

A forma de se comunicar com os leitores a ponto de fazer com que eles falem sobre isso por muito tempo? O fato de tratar de temas contemporâneos e por isso causar um clamor pela sua relevância? Apresentar personagens marcantes, a ponto dos leitores se apaixonarem e torná-los reais? Tudo isso está presente na HQ Heartstopper, uma coletânea de quatro volumes (até o momento), que chega ao Brasil pela Seguinte,selo da Companhia das Letras.

Com uma história apaixonante e muito bem escrita pela Alice Oseman, vamos conhecer Charlie e todos os dilemas de lidar com a própria sexualidade, em um ambiente difícil como o colegial. Nesse caminho, vamos nos emocionar ao nos depararmos com temas como a amizade, relacionamentos homoafetivos, respeito, representatividade, entre outros assuntos que atraem jovens e adultos.

 Heartstopper Vol. 1 - Dois Garotos, Um Encontro

Charlie é estudante do 1° ano e é gay. Quando contou isso para alguns amigos, logo a escola toda ficou sabendo, e como consequência ele começou a sofrer bullyng.

Nick Nelson, do 2° ano, é atleta do time de Rúgbi e também estuda na mesma escola, o colégio Truham para rapazes.

Charlie e Nick começam uma amizade, de maneira despretensiosa, onde vemos muita sintonia e conexão entre os dois desse o início!

Acompanhamos a paixão nascer entre ambos ao longo das páginas, inclusive a descoberta de Nick ao se ver apaixonado por um menino:

Eu gosto de meninas, mas agora gosto de um menino???? 

E é impossível conter o sorriso durante a leitura 

Uma leitura leve, gostosa, que faz o coração ficar quentinha e em uma edição lindíssima que só a Editora Seguinte, do grupo Companhia das Letras, seria capaz de nos proporcionar!

 

Heartstopper Vol. 2 - Minha Pessoa Favorita


No Vol. 2 de Heartstopper acompanhamos a descoberta de Nick sobre a bissexualidade, num momento em que ele se encontra confuso sobre sua sexualidade:

"Ser bissexual significa que você sente atração por mais de um gênero, não apenas por mulheres ou apenas por homens" 

Um livro que eu achei totalmente necessário e que aborda um assunto muito importante de uma maneira leve.

Nick finalmente se identificou como bissexual e se assumiu para a mãe, com isso percebemos o quão é importante ter uma rede de apoio nesses momentos.

 

 


Heartstopper Vol. 3 - Um Passo Adiante

"Existe essa ideia de que, se você não é hetéro, você TEM que contar pra toda a sua família e seus amigos imediatamente, tipo, como se você devesse isso a eles. Mas não. Você não tem que fazer nada até se sentir pronto".

De fato, as pessoas esperam que quem faz parte da comunidade LGBTQIA+ em algum momento "tem" que sair do armário (eu odeio essa expressão, mas é a que consta nos livros) e se assumir.

E o Nick está nesse dilema. Ele e Charlie estão namorando e querem contar para os amigos, mas não sabem como. Porém, Charlie está com receio do Nick passar por todo o bullyng que ele passou.

Durante uma excursão da escola à Paris, Nick acaba assumindo para um grupo de alunos sobre o namoro dos dois, e se sente muito bem com isso!

Poder ser quem é e sem precisar se esconder é libertador e deveria poder ser normal e não um tabu. Afinal, amor é amor!

A cada volume de Heartstopper eu me apaixono mais e mais pela história e pelas edições da @editoraseguinte  Heartstopper vol. 3

 

Heartstopper Vol. 4 - De Mãos Dadas

Ao longo da viagem à Paris, Nick começou a observar que Charlie apresenta algum "problema" em relação à comida. Ele nota que Charlie não come direito, come muito pouco ou às vezes não come nada.

De uma forma certeira, Alice nos apresenta sobre um problema de saúde mental muito comum, mas pouco discutido: anorexia. 

"Ele precisa de ajuda de um médico ou terapeuta... alguém que entenda se transtornos alimentares e como tratar isso. O amor não pode curar um transtorno mental" 

Charlie está sofrendo com transtornos mentais e com todo o apoio de Nick, ele consegue conversar com os pais e ir em busca de ajuda médica!

A mãe de Nick foi essencial nessa jornada, conversando e o auxiliando sobre como poderia ajudar Charlie a buscar ajuda.

Um tempo internado num Hospital Psiquiátrico foi essencial para que Charlie entendesse melhor sobre seu transtorno e ver o quão importante é buscar ajuda e ter uma rede de apoio!

Heartstopper foi meu primeiro contato com a escritora Alice Oseman e está sendo uma delícia acompanhar! O tipo de história que eu quero que meus futuros filhos leiam.

E já quero os outros volumeeeeeees!!!


Resenha | Bom dia, Verônica (Ilana Casoy e Raphael Montes)

 Por Camila Moura

Sinopse:

Verônica Torres trabalha no Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa, da Polícia Civil em São Paulo. É secretária de Carvana, um delegado pouco confiável, e filha de um respeitado policial, que teve um fim trágico e não totalmente esclarecido.
Verônica está afastada de qualquer tipo de investigação, mas, ao presenciar o suicídio de uma mulher em seu trabalho, a fragilidade da vítima e as estranhas circunstâncias que a levaram à delegacia a colocam na trilha de um abusador com requintes de crueldade. Quando recebe uma ligação anônima de uma mulher desesperada, ela seguirá as pistas de uma série de crimes ainda mais sombrios. Janete é uma dona de casa devotada, que obedece Brandão, seu marido, pelo absoluto terror que nutre por ele. Policial militar, ele está acima do bem e do mal e pratica crimes sexuais de extrema violência e sadismo, em que ela é obrigada a participar – primeiro, aliciando mulheres; depois, acompanhando o desenrolar de suas mortes. As vidas de Verônica e Janete se entrecruzam e as levam aos limites da violência e da loucura. Ao narrar suas histórias, Ilana Casoy e Raphael Montes criam um thriller sem paralelos na literatura policial brasileira, com uma trama complexa – e uma investigadora inesquecível.

Resenha:

Essa é a segunda experiência literária que tenho com algo escrito por Raphael Montes, já tinha lido Jantar Secreto e não consigo dizer qual dos dois gostei mais. A participação de Ilana Casoy deu um tom único para essa obra.

O livro Bom dia, Verônica, ganha uma nova roupagem pela editora Companhia das Letras e conta a história de Verônica Torres, uma secretaria do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa, ela é filha de um ex-policial que teve a honra destruída de uma forma não totalmente esclarecida, que acabou obscurecendo a vida de todos ao redor, inclusive a de Verônica.

Em um dia normal de trabalho, a vida de Verônica cruza com uma série de crimes macabros e seu o chefe sendo um policial a beira da aposentadoria, que não está mais nem aí para nada, ignora o seu pedido para fazer uma investigação e então Verônica precisa investigar tudo por baixo dos panos e enfrentar os seus maiores fantasmas. 

“Deitei a cabeça no volante, chorando, como não chorava havia anos. Lembrei-me de Marta encolhida, indefesa, ao lado da máquina pifada; de sua boca horrorosa, tomada pela infecção; de seus olhos assustados, e da sensação que eu mesma já tive de ser desacreditada, ignorada. Ser invisível era uma realidade para muita gente. Marta sabia disso. A ferida, o golpe, o exame, a lenda. Então me lembrei da frase… da frase que ela disse antes de se jogar pela janela. Tudo fazia sentido.”

 Esse livro é uma obra forte, repleta de gatilhos. Leia se você tiver estômago, mas quando começar, você só irá parar quando terminar.


quinta-feira, 26 de janeiro de 2023

Resenha | Eu beijei Shara Wheeler (Casey McQuiston)

 Por Camila Moura

Normalmente um grande livro é aquele que conversa com seus leitores. Que faz com que eles reflitam e se sintam parte de algo maior e a autora Casey McQuiston, que cumprindo isso a risca, a trazer para seus fãs livros sensíveis e que trata da diversidade de uma maneira respeitosa e inclusiva.

Mostrando acerto em continuar com a parceria com a autora, a Seguinte, selo da Companhia das Letras, traz para o Brasil o livro Eu beijei Shara Wheeler, uma obra que apresenta mistério, romance, dramas e personagens apaixonantes.

Chloe Green vive em uma cidade ultraconservadora chamada False Beach, um verdadeiro pesadelo para uma bissexual filha de duas mães, por isso, o sonho da vida dela é finalizar o ensino médio sendo a melhor da escola Willowgrove, ir embora e nunca mais olhar para trás.

Seu único obstáculo é Shara Wheeler, a filha do pastor e diretor da escola, a pessoa mais popular da cidade. Todos amam Shara. Porém, quando falta um pouco mais de um mês para a formatura, Shara simplesmente desaparece e Chloe quer vencê-la olhando nos olhos dela, e assim, começa a busca por Shara.

“Mas, quando ela chegou à porta, Shara tinha sumido, e quando a presidente do grêmio estudantil, Brooklyn Bennett, subiu ao palco para coroar Shara como a rainha do baile, ela ainda estava desaparecida. Ninguém a viu sair, e ninguém a viu desde então, mas seu jeep branco não está na garagem da família Wheeler.”

Antes de desaparecer, Shara beijou três pessoas e deixou bilhetes espalhados pela cidade com pistas indicando onde ela estava e cabe a essas três pessoas totalmente diferentes se juntarem para encontrá-la. Mas e se no meio dessa busca eles descobrem que a Shara não é quem mostra ser e eles não são tão diferentes assim?

Esse livro é uma verdadeira aula sobre a comunidade LGBTQIA+ nos mostrando várias representações e também o impacto que a igreja e a comunidade ultraconservadora tem na formação homofóbica de uma sociedade.

“Seu cérebro às vezes tem dificuldade de entender isso - a ideia de que para a maioria das pessoas daqui, as coisas que ela escuta na aula de Bíblia são reais. Quem ela seria se não tivesse sido criada por duas mães e um pequeno exército de californianos gays de meia idade? E se Willowgrove sempre tivesse sido seu mundo, e as pessoas responsáveis por ele, que deixavam as portas das salas de aula abertas para ela e faziam piadas com ela como se a vissem como uma pessoa, lhe falassem de maneira gentil, mas firme que ela era errada? Que havia algo dentro dela - mesmo que não conseguisse dar um nome - que precisava ser consertado?”


Resenha | Última Parada (Casey McQuiston)

 Por Camila Moura

Sinopse:

Aos vinte e três anos, August Landry tem uma visão bastante cética sobre a vida. Quando se muda para Nova York e passa a dividir apartamento com as pessoas mais excêntricas ― e encantadoras ― que já conheceu, tudo o que quer é construir um futuro sólido e sem surpresas, diferente da vida que teve ao lado da mãe.
Até que Jane aparece. No vagão do metrô, em um dia que tinha tudo para ser um fracasso, August dá de cara com uma garota de jaqueta de couro e jeans rasgado sorrindo para ela. As duas passam a se encontrar o tempo todo e logo se envolvem, mas há um pequeno detalhe: Jane pertence, na verdade, aos anos 1970 e está perdida no tempo ― mais especificamente naquela linha de metrô, de onde nunca consegue sair.
August fará de tudo para ajudá-la, mas para isso terá que confrontar o próprio passado ― e, de uma vez por todas, começar a acreditar que o impossível às vezes pode se tornar realidade.

Resenha:

Casey McQuiston atraiu a atenção internacional e ganhou uma legião de fãs na época do lançamento do seu Vermelho, Branco e Sangue Azul, história que emocionou e fez muita gente suspirar.

Agora, com seu novo lançamento, que chega através da Companhia dasLetras, pelo Selo Seguinte, Última Parada, McQuiston entrega uma obra que mistura romance, suspense e grandes decisões, que não decepcionará seus fãs.

E se o amor da sua vida estivesse presa em um metrô? E se o amor da vida pertencesse a outra época?

É nesse dilema que a August se encontra, aos 23 anos ela se acha a pessoa mais cética do mundo e se acha incapaz de amar e também de ser amada. Devido a problemas familiares, ela resolve se mudar para Nova York para ficar longe de um ambiente que não faz bem para ela.

Na nova cidade, ela divide um apartamento com as pessoas com excêntricas encantadoras do mundo e também acaba conhecendo a Jane, que coloca em questionamento tudo o que a August pensava saber sobre a vida, o universo e o amor.

Mas como nada na vida é perfeito, August descobre que Jane é uma pessoa dos anos 70 que por algum motivo desconhecido, ficou presa na linha Q do metrô de Nova York e com isso, a August não medirá esforços para ajudar Jane, mesmo que isso signifique nunca mais vê-la.

Em Última Parada, a Casey Mcquiston nos oferece a mistura perfeita entre romance no metrô, viagem no tempo, cultura queer e muito amor.


Resenha | Para o Lobo (Hannah Whitten)

 Por Camila Moura

SINOPSE:

O reino de Valleyda não via o nascimento de uma Segunda Filha há cem anos – até a Rainha dar à luz Redarys, ou Red, irmã mais nova de Neverah. Seu propósito de vida é um só: o sacrifício. Ao completar vinte anos, Red se entregará ao temido Lobo em Wilderwood – a floresta que faz fronteira com seu lar –, para cumprir o pacto selado há quatro séculos e garantir a segurança não só de Valleyda, mas também de todos os demais reinos.
Carregando o fardo de um poder que não consegue controlar, Red sempre soube de seu destino e está quase aliviada por cumpri-lo: na floresta, ela não pode machucar aqueles que ama. No entanto, apesar do que dizem as lendas, o Lobo é apenas um homem, não um monstro. E os poderes de Red são um chamado, não uma maldição. Enquanto descobre a verdade por trás dos mitos, a Segunda Filha precisará aprender a controlar sua magia antes que as sombras tomem conta de seu mundo.

Aviso de conteúdo sensível: este livro contém cenas de magia com descrições de automutilação.

RESENHA:

Red nasceu com o seu destino traçado, ela nasceu para o lodo.

          “A primeira filha é para o trono.

A segunda filha é para o lobo.

E os lobos são para Wilderwood”

Como uma segunda filha, ela foi preparada para seguir o seu destino e quando chegasse o momento, Red deveria ir para Wilderwood e ser do lobo.

Tudo isso aconteceu por conta de um pacto que os reis fizeram, eles pediram abrigo nas regiões de Wilderwood e em troca ofereceram tudo o que tinham para a floresta. Wilderwood aceitou o pacto e em troca “Toda segunda filha e todo lobo que vivessem depois deveriam aderir ao pacto e ao chamado e à marca.”

Sempre que Valleyda enviava uma segunda filha, o reino tinha esperança de ser suficiente para fazer os reis voltarem. Será a Red o suficiente para quebrar o pacto e liberar os reis? Isso será capaz de manter a floresta sob controle? São perguntas que ninguém sabe responder, mas é dever da segunda filha tentar.

Quando chega o momento de Red ir cumprir o seu destino, ela acaba descobrindo que possui uma magia capaz de controlar a floresta. O lobo afirma que é a primeira vez que uma segunda filha possui essa magia. Será a salvação ou será a sua perdição?

Para o Lobo, lançamento da Companhia das Letras, através do Selo Suma, foi uma leitura que me surpreendeu, ela nos mostra que toda história possui mais de um lado e nem sempre o lado mais conhecido é o verdadeiro.

Resenha | Uma Rosa Só (Muriel Barbery)

 Por Marina Lamim


Muriel Barbery é escritora de romances e professora de filosofia. Confesso que não conhecia a autora até ver o lançamento do livro Uma só rosa, da Companhia das Letras, e solicitá-lo para a editora.

Pela falta de familiaridade com a escrita da autora, senti certa dificuldade em pegar o ritmo. Barbery tem uma escrita muito poética e, como não poderia ser diferente, filosófica.

No romance Uma só rosa, conhecemos Rose, uma botânica de quarenta anos que mora em Paris. Órfã de mãe, Rose não chegou a conhecer o pai, até que recebe a informação de que precisa viajar até o Japão para a leitura do testamento dele. 

Em Paris, Rose vive uma vida preta e branca. E ao chegar no Japão, mais precisamente em Kyöto, ela passa a enxergar a beleza e as cores das flores. Paul, um rapaz que trabalhou com o pai de Rose durante anos, é o responsável por recepcioná-la e por apresentar um itinerário, o qual deve seguir antes de, por fim, ouvir sobre o testamento.

"Se não estamos prontos para sofrer, não estamos prontos para viver."

Uma história sobre luto, amargura, rancor, descobrimento e perdão. Muriel nos guia por sentimentos numa escrita que, confesso, senti que deve ser feito em doses homeopáticas.

Não se deixe enganar pelas 166 páginas, pois apesar de ser um livro curto, é carregado de emoções.

"O que ele pode me dar agora? O que a ausência e a morte podem dar? Dinheiro? Desculpas? Mesas laqueadas?"

Como humanos, somos movidos por sentimentos e o poder de mudá-los. E para quem busca uma leitura marcante, eu super indico!